domingo, 29 de novembro de 2009

Criar igreja e se livrar de imposto custa R$ 418

Bastam cinco dias úteis e R$ 418,42 para criar uma igreja no Brasil com CNPJ, conta bancária e direito de realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
ainda que não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja nem se exige um número mínimo de fiéis --basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório.
Além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos) e ISS (serviços), entre outros impostos. Se a Lei Geral das Religiões, já aprovada pela Câmara e aguardando votação no Senado, se materializar, mais vantagens serão incorporadas.
[ Pequenas Igrejas e...?]
FONTE: Folha Online

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Só de Sacanagem

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, ”Esse apontador não é seu, minha filhinha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? IMORTAL! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dá para mudar o final!
Fonte: Elisa Lucinda

terça-feira, 20 de outubro de 2009

'PÁTRIA MADRASTA VIL'

FOTO: Ivaldo Cavalcante "Sem fornteiras"


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos. Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?


FONTE: Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Livro: Olhos e Asas realidade nos eixos, 2001.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Angelina Jolie


A atriz Angelina Jolie, embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), visitou nesta quinta-feira (23) o Iraque pela terceira vez e pediu ajuda às dezenas de milhares de deslocados internos do país.
Jolie esteve num assentamento de deslocados num subúrbio do noroeste de Bagdá e conversou com quatro famílias deslocadas do distrito de Abu Ghraib.
As famílias com as quais Jolie conversou reclamaram que seus filhos não vão à escola nem recebem tratamento médico.
O assentamento visitado pela atriz, em Chikook, abriga 20 mil deslocados, em sua maioria mulheres e crianças. O local, no entanto, não tem água corrente, saneamento básico ou ruas asfaltadas.
A Acnur estima que 1,6 milhão de iraquianos são deslocados internos em seu próprio país.
Fonte: Folha online

terça-feira, 9 de junho de 2009

ONE LOVE...


6 /02/1945, St. Ann, Jamaica - 11 /05/1981, Miami, EUA


Como o cometa Haley que não deu pra ver...um misterioso homem por aqui passou...seu nome era Bob Marley....e pela TV escutando sua musica...que por aqui ficou...conquistou muitos corações; do mundo inteiro!
Com suas canções...que falam de amor o tempo inteiro...ele veio do país da liberdade mental...mantendo sua raíz africana ancestral...criticava a toda guerra...e a diferença social!
Pedia paz na Terra! E ao seu povo alto astral! Robert Nesta Marley, fazendo festa no além...tocando uma seresta reggae...contentando a quem convém...
Regueiros Brasileiros
Composição: Indisponível
Robert Nesta Marley foi o responsável por levar o reggae da Jamaica para o mundo, Bob Marley morreu num hospital de Miami aos 36 anos.

domingo, 24 de maio de 2009

GERAÇÃO PERDIDA


Os Aborígenes da Austrália foram simplesmente levados a extinção pelos colonizadores Ingleses, (refiro-me aos da Austrália, pois no Brasil houve épocas de matanças de índios,quando o governo português declarava o povo indígena incivilizável) ficou conhecido para a história como “A Geração Perdida”[os aborígenes]. Em meados da década de 60 a população de Aborígenes puros foi literalmente massacrada pelos colonizadores e expulsos das terras produtivas, migrando para regiões desérticas ou para o Norte da Austrália.
Com a Austrália já independente [da Inglaterra], mas ainda em plena discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de descendência Inglesa, um massacre ainda maior aconteceu contra os Aborígenes. O Fato é conhecido como "The Lost Generation" ou a geração perdida, segundo a BBC, milhares de crianças aborígenes foram entregues a famílias brancas como parte das chamadas "políticas de assimilação" adotadas pelo país entre 1915 e 1969. Atualmente, um dos grandes diretores australianos, Baz Lurhmann, estreou o épico Filme: Austrália (2008 E.U.A), sendo os atores principais: (Nicole Kidman) inglesa Lady Sarah Ashley o "vaqueiro", apenas com o apelido de Drover (Hugh Jackman). Além de destacar a paisagem e a história da Austrália, Luhrmann inclui na história a "geração perdida", neste sentido, não posso deixar de escrever, sobre a atuação do ator (Brandon Walters) interpreta Nullah uma criança mestiça que sofre por ser negro (aborígene) e branco (colono), vale a pena assistir o filme, mas, nada poderá mostrar com clareza o que esses seres humanos passaram naqueles dias.
Vale lembrar que, na manhã de quarta-feira do dia 30 de janeiro de 2008: Austrália anuncia pedido de desculpas aos aborígenes,O primeiro-ministro eleito, Kevin Rudd, anunciou os planos de pedir perdão aos aborígenes durante seu discurso da vitória nas eleições gerais de novembro.O pedido de perdão já havia sido formalizado pelos governos locais dos seis estados da Austrália. No entanto, o ex-primeiro-ministro John Howard se recusava a aceitar a decisão, dizendo que os abusos cometidos no passado não tinham relação com australianos de hoje. Mas para o novo primeiro ministro, Kevin Rudd, “o pedido vai ajudar a unir o país”.
Líderes tribais e de organizações de defesa de direitos de aborígenes fizeram campanha pedindo bilhões de dólares de indenização por causa da política de assimilação. E o governo [é claro] rejeitou a proposta, mas, prometeu criar um fundo para investir na educação e saúde em comunidades aborígenes.O povo nativo australiano soma atualmente 450 mil pessoas e é considerado o grupo étnico mais pobre do país.O grupo registra altos índices de analfabetismo e desemprego, e a expectativa de vida dos aborígenes é 17 anos inferior ao resto da população australiana.

De Sidney para a BBC Brasil [adaptado]

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Há 142 anos atrás...


...Os donos do CAPITAL vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo ESTADO.




Karl Marx, "DAS KAPITAL", 1867...